Eu acordo à noite preocupada se está tudo bem com o meu bebê, que ainda está dentro da minha barriga, mas poderia muito bem estar no carrinho ao lado da minha cama. Eu fico horas pesquisando sobre qual a melhor forma de cuidar do meu filho enquanto ele ainda é gerado no meu ventre e mesmo depois dele nascer. Eu como tudo o que acho que fará bem para seu crescimento e desenvolvimento. Mudei minha alimentação, meus horários e meus hábitos para fazer bem a ele.
Eu perco o sono ao imaginar o que posso fazer para ele ser mais saudável, sofrer menos, ser mais feliz. Busco informações sobre parto, cama compartilhada, amamentação em livre demanda. Eu me preparo, me consulto, me questiono. Eu tomo injeções e remédios diariamente e tomaria outros mil para garantir que ele vai crescer saudável.
Eu converso com ele, canto para ele, o amo até doer. Planejo seu quartinho, curto suas roupinhas. Imagino seu rostinho, seu corpinho frágil se aninhando em mim, seu cheirinho. Eu quase consigo senti-lo nos meus braços.
Eu passei por dores de contração. Duas vezes. Ainda eram pequeninos, meus anjos, mas já eram meus filhos. São meus filhos. E eu os amarei sempre.
Eu sou mãe. E já o era até antes de todas essas experiências. Mãe de coração, mãe de amor, assim como tantas queridas aqui que já amam seus bebês antes mesmo de recebê-los.
Eu sou mãe, e domingo foi nosso dia. De todas nós. Parabéns, mamães! Atrasado, mas vale, porque é de coração.