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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

BC - Uma dica que me deram e que deu certo com o Bento

Pensei muito sobre o tema desta semana e confesso que estou com dificuldade para responder. Uma coisa é certa: quando se está grávida, chovem dicas e conselhos e palpites - quer tenham sido solicitados, quer não. Quando o bebê nasce, então, ferrou! Todo mundo tem alguma coisa para falar a respeito do bebê, mesmo pessoas totalmente desconhecidas.

Aliás, isto é uma coisa que tem me incomodado. Tenho a impressão de que todo mundo que olha para mim com o Bento tem um ar de repreensão no olhar. Parece que estou fazendo tudo errado sempre - e, realmente, todo mundo sempre acha que tem um jeito melhor de fazer o que estou fazendo. Acho que é aquela tal onda de enfraquecimento da capacidade da mulher. Uma mania de achar que não somos capazes de parir, de amamentar, de seguir nossos instintos e criar nossos filhos. Ainda quero fazer um post sobre isso.

Bom, com este cenário desenhado, obviamente eu já recebi dicas de todos os jeitos, sobre todos os assuntos. Como fazer o bebê parar de trocar o dia pela noite, como acabar com as cólicas, como trocar a fralda e não assar. Sei que o intuito do tema é exatamente saber sobre dicas objetivas assim. Mas sabe qual foi o melhor conselho que eu recebi? Siga seu coração e use a sua intuição. Ninguém conhece meu bebê melhor do que eu, e eu sou para ele a melhor mãe que poderia ser.

Quem me deu este conselho foi o Dr. Carlos Gonzalez, pediatra espanhol por quem ando in love ultimamente. Leio, leio e leio artigos e livros dele e cada vez ganho mais confiança na minha capacidade de ser mãe - a mãe que eu quero ser, a mãe que eu sei ser - mesmo sem ter anos de experiência, mesmo sendo ele meu primeiro filho. Tento buscar lá dentro as respostas para minhas perguntas, e elas vêm. É só ter paciência e saber confiar.

Confesso que não é fácil. Nem um pouco. Eu sou uma pessoa insegura, busco aprovação constante, então esta é uma tarefa especialmente difícil para mim. Mas, desta vez, eu tenho um motivo maior para seguir o que eu acredito com convicção. Sempre farei o que achar melhor para o meu filho. Mesmo que não seja o melhor para o resto do mundo.

Vou errar? Claro que vou! Assim como todo mundo errou, assim como uma atitude que funcionou com o seu filho pode não funcionar com o meu - afinal, pessoas não são todas iguais. Mas domingo ouvi outro conselho que guardarei e levarei para sempre. Frente a minha preocupação e questionamento sobre estar acertando ou não, meu vizinho disse: o que você fizer estará certo. Todo mundo te dirá como fazer, inclusive eu. Mas, seja o que quer que você faça, será a escolha certa.

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Por indicação da Naity, sou eu que escolho o tema para a blogagem coletiva da semana que vem (que, by the way, cai bem no dia do Natal!). Para comemoramos esta data, sugiro o tema: Como será o primeiro Natal com o baby?. Indico a Mari para sugerir o tema do primeiro dia de 2014!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O nosso dia

Eu acordo à noite preocupada se está tudo bem com o meu bebê, que ainda está dentro da minha barriga, mas poderia muito bem estar no carrinho ao lado da minha cama. Eu fico horas pesquisando sobre qual a melhor forma de cuidar do meu filho enquanto ele ainda é gerado no meu ventre e mesmo depois dele nascer. Eu como tudo o que acho que fará bem para seu crescimento e desenvolvimento. Mudei minha alimentação, meus horários e meus hábitos para fazer bem a ele.

Eu perco o sono ao imaginar o que posso fazer para ele ser mais saudável, sofrer menos, ser mais feliz. Busco informações sobre parto, cama compartilhada, amamentação em livre demanda. Eu me preparo, me consulto, me questiono. Eu tomo injeções e remédios diariamente e tomaria outros mil para garantir que ele vai crescer saudável.

Eu converso com ele, canto para ele, o amo até doer. Planejo seu quartinho, curto suas roupinhas. Imagino seu rostinho, seu corpinho frágil se aninhando em mim, seu cheirinho. Eu quase consigo senti-lo nos meus braços.

Eu passei por dores de contração. Duas vezes. Ainda eram pequeninos, meus anjos, mas já eram meus filhos. São meus filhos. E eu os amarei sempre.

Eu sou mãe. E já o era até antes de todas essas experiências. Mãe de coração, mãe de amor, assim como tantas queridas aqui que já amam seus bebês antes mesmo de recebê-los.

Eu sou mãe, e domingo foi nosso dia. De todas nós. Parabéns, mamães! Atrasado, mas vale, porque é de coração.