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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

1 mês

Ontem foi dia 08/10. Minha DPP é 08/11. OMG. Só isso que tenho a dizer.

Sou só eu ou o tempo passou rápido demais? E sou só eu ou parece que o tempo não tá passando? Tô piri-pipiri-pipiri-piri-pirando. Total. E finalmente entendendo a tal da Síndrome do Ninho. Uma vontade enorme de arrumar tudo logo, deixar tudo pronto e organizado pra chegada do meu príncipe. Tudo o que faltava, e que foi comprado pela internet, chegou. Poltrona de amamentação, carrinho, banheira. Mas o quartinho ainda não está pronto - falta basicamente só a decoração - e as roupinhas ainda não estão todas limpas e passadas.

Meninas, uma dica: não sejam doidas como eu e comecem a lavar as roupinhas com antecedência. Quis adiar esse momento por não achar legal as roupas ficarem lá na gaveta muito tempo, mas agora cá estou eu, de quase 36 semanas, me descabelando para conseguir lavar e passar tudo. Comecei pelas roupinhas que levarei para a maternidade. Afinal, vai que, né?

Pois é. Vai que. Eu sempre achei que ele fosse adiantar sua chegada. Portanto, me desesperei quando, na primeira consulta com minha obstetra, ela disse que estaria viajando de 15 a 30/10. Comentei dessa minha sensação com ela e a resposta foi: a maioria das gestantes acha isso. E a maioria dos bebês não adianta! Rs! Resolvi relaxar e esperar, ver no que dá. E minha percepção foi mudando, e começou a me dar medo é de passar muito da DPP. Mas nesses últimos dias... sei não. Hoje mesmo, que passei o dia inteiro em pé lavando roupinhas, tenho sentido umas contrações e tá batendo um medinho. Pelo menos minha médica ainda está aqui! Rs!

Fora essa minha agitação toda para organizar as coisas, tenho também sentido um cansaço e sono sem fim. Pois é, essa vida de grávida é mesmo meio maluca e contraditória. De vez em quando surge uma azia ou refluxo, ou uma falta de ar eventual, mas no geral não tenho outros sintomas. Nada de inchaço ou dificuldade para dormir, nada de travesseiros mil para ajudar a se acomodar na cama - só o meu velho companheiro de sempre na cabeça. Ah, mentira! Tem um sintoma sim: dor na virilha. Gentem, quê isso? De vez em quando me dá umas pontadas no músculo interno da coxa que mellll delllls! Mas aquela dor na pelve que tanto falam eu ainda não senti.

É engraçado que, na maior parte do tempo, eu poderia até esquecer que estou grávida - tirando o taaaanto que ele mexe, às vezes até dói! Tudo tão tranquilo, sem muitos incômodos, marido até se surpreende comigo. Mas eu fico toda me achando que tô ótima, quero fazer um pouco de tudo, e chega uma hora que o corpo começa a apitar. É até engraçado! Eu ando pra lá, ando pra cá, faço isso e aquilo e, de repente, parece que minhas pernas param de funcionar. Eu quero continuar, mas não consigo! Ô negócio esquisito.

Já estou também sentindo uma necessidade maior de reclusão, de me ligar só ao Bento e ao nosso momento. Talvez por isso ando meio sumida. Mas estou sempre nos cantinhos de vocês, mesmo que sem comentar. Tenho uns mil posts na cabeça e este não era nenhum deles. Planejei um super bonitinho, mas foi isso que saiu e preferi postar isso a continuar escondidinha. Espero aparecer com mais notícias antes da chegada do pequeno. Torçam por nós!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Historinha e a Mãe que quero ser

Eu e amor temos dois sobrinhos-netos (sim, minha gente, 2 sobrinhos-netos - gêmeos! - filhos do sobrinho mais velho do meu marido), além de 4 sobrinhos "normais". Os gêmeos, de 2 anos, são os bebês que eu mais acompanho de perto, desde bem bebezucos, e são tão apegados à nós como nós a eles. Nossa convivência, tão próxima, intensa e deliciosa, tem me ensinado muito mais do que eu jamais pensei: sobre mim, sobre minhas ideias sobre a maternidade e, principalmente, sobre tudo que eu achava que não sabia e, afinal, sei um pouquinho, sim.

Eu sempre quis um parto normal. Quer dizer, normal, não! Natural! Sempre, desde que me entendo por gente, tive esta certeza e nem sei de onde veio. Só sei que era o que fazia sentido na minha cabeça e até hoje é assim (em tempo - minha mãe teve a mim e a minha irmã de parto normal, ambos rapídíssimos, sem anestesia e, principalmente sem traumas!). Neste final de semana, fomos, eu e marido, para o interior. Em uma conversa com o meu pai, já de madrugada, só nós três, ele me perguntava o porquê de todo o bafafá ao redor da doulas e sua proibição nas maternidades do Rio. Não entendia porque elas eram tão imprescindíveis assim. Expliquei, expliquei e, no meio de tudo isso, comentei sobre minhas preferências sobre o parto (ele não estava presente no meu nascimento e nem no da minha irmã. O único parto que assistiu foi o do meu irmão, filho dele com minha madrasta - de cesárea eletiva).

Confesso que ele não entendeu muito bem o porquê das minhas escolhas. Foram as perguntas de sempre: mas pra quê você quer passar por isso, se a medicina está tão avançada? Respondia, cheia dos argumentos e estatísticas de como o parto normal é mais seguro, de como é menos invasivo e etc. e tal (maiores informações neste post UTILÍSSIMO da Nana). Ele entendeu, mas não compreendeu, especialmente a parte em que eu disse que não queria anestesia. Querer parto normal tudo bem, mas querer sentir dor? Aí já é demais para ele. Ao que ele concluiu: "Acho muito bonito você querer encarar tudo isso pelo seu filho, é uma prova de amor imensa. Mas, se isso não for possível e ele tenha que nascer de cesárea,  você vai amá-lo menos?".

É óbvio que ele sabia a resposta e queria mesmo é me deixar menos frustrada caso não seja possível ter o parto que sonho, almejo desejo - e que há grande chance de não conseguir ter devido à trombofilia (mas já estou pesquisando sobre o assunto e achei médicos que afirmam que isto não é indicação para cesárea! IUPII! Mas isso é assunto para outro post).

E toda esta enrolação historinha é para dizer sobre a mãe que eu quero ser. Eu poderia (e posso) ter uma cesárea? Claro que sim! Além de ser mais prático, eu não teria que passar por longas sessões de explicações sobre o porquê de escolher um parto normal. Aliás, a grande maioria das mulheres que eu conheço (quase todas as minhas amigas já são mães) tiveram cesáreas, têm filhos perfeitos, lindos, felizes e saudáveis e são super-mães - exemplos vivos para mim! Nunca, jamais, questionei suas escolhas e nunca o faria. Acho que parto é um assunto muito pessoal e controverso, e cada mulher deve fazer o que achar melhor para ela e seu bebê.

E EU quero passar pela experiência do parto natural. Acho que essa experiência pode ME ajudar a entender, logo no começo, que tem um serzinho totalmente dependente de mim saindo dali, de dentro de minha barriga e que minhas escolhas o influenciam diretamente. Vejam bem, não julgo quem escolhe ter uma cesárea (as mães mais dedicadas que conheço tiveram seus bebês assim) - como já disse, essa é uma escolha muito pessoal. Mas, para MIM, este é um assunto muito importante e intrinsecamente ligado às características que pretendo ter como mãe.

Eu não tenho medo da dor do parto (por enquanto - pode ser que isto mude na hora! Hahaha!), pois acredito que estarei fazendo o melhor pelo meu bebê. E esta é a mãe que eu quero ser. Uma mãe que encara as consequências de suas escolhas - inclusive se essas escolhas significam uma chance menor de complicações para mim também. Não a melhor, a mais perfeita, a que erra menos, mas uma mãe. Uma mãe que tenta acertar, que aceita as diferenças, que, assim como aprendi com os gêmeos, entenda que muitas escolhas vêm da intuição. Uma mãe que cria brincadeiras, que corre, que pula, que canta, que inventa. Uma mãe que sabe que o não é tão, ou ainda mais, importante que o sim. Quero ser uma mãe que sabe a importância da rotina, mas que também sabe quebrá-la às vezes. Uma mãe que se preocupa com a alimentação, mas não radicaliza - nada! Uma mãe que tem o respeito e a admiração do filho por ser, e não por impor.

Por fim, quero ser uma mãe que aceite estar errada, inclusive sobre estas minhas certezas. O importante é que quero ser uma mãe que, sempre, priorize o bem estar dos filhos. Isto, para mim, é a definição da mãe que eu quero ser.