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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Chá de sumiço (e tema da próxima BC!)

Por aqui, além do tradicional mix de chá de camomila, erva doce e capim cidreira, meus companheiros desde o nascimento do Bento, resolvi também investir no chá de sumiço. Não foi uma decisão, assim, de caso pensado. Nada muito elaborado internamente. Aconteceram muitas coisas por aqui desde o final do ano passado e estamos em um momento de vida em família intensa. Nós 3, papai, mamãe e Bento. E Catarina, claro! Então, acho que estou focando mais em viver os momentos do que em registrá-los por aqui.

Às vezes me pego pensando que tenho que escrever, e imediatamente repenso. Como assim, "tenho" que escrever? Se tenho, não devo. Já há tempos venho percebendo a mudança nos meus posts e me incomodo. O blog mudou muito do que eu pretendia originalmente e não tenho gostado da mudança. Gosto de escrever quando me arde, me chama, me dói. Gosto quando é intenso - não necessariamente no tema, mas em mim. Claro que tem os dias de posts mais leves, ou daqueles que quero somente registrar para o futuro - como será o caso do próximo, sobre os 4 meses do Bento. Mas, no geral, tem que vir quando vem.

Então peço desculpas pela ausência. Penso em alguns temas que quero escrever ainda, mas não tenho me animado muito. Me desculpo, também, pela minha falta na Blogagem Coletiva. Gosto tanto dela, acho uma ideia tão bacana, mas não tenho conseguido participar como deveria (mais uma vez, essa palavra!) - usemos, então, gostaria. E gostaria mesmo! Mas não está rolando.

A querida da Cacau me indicou para escolher o tema da BC do dia 26/02, então aqui vai: "A escolha do pediatra - o que mais pesou na sua decisão?". Não prometo que escreverei a respeito, mas se a vontade bater... já sabem! :)

Espero que me compreendam e que, logo, eu apareça por aqui com a mesma paixão.

Beijos

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

BC - O primeiro Natal do Bento

Bom, então que eu sugeri o tema da BC da semana passada e ainda não escrevi a respeito, né? Sorry, amores! Tô atrasada, mas tô aqui. Tenho boas razões para andar sumida, sendo que a principal é que minha querida Gilda (que me ajuda com a limpeza aqui de casa) tirou um mês de férias. Junte isso à crise dos 3 meses que se instaurou de vez no meu pequeno e vocês já imaginam a cena. Caos, a gente vê por aqui! O que está me salvando é que marido saiu do emprego e está em casa por um tempo, então ele fica bastante com o Bento para eu poder manter a casa minimamente decente. Há males que vêm para o bem, né?

Agora, sobre o nosso Natal. Nós sempre passamos esta data em Ribeirão Preto, com a minha família e já havíamos combinado que iríamos para lá este ano também. Mas eu estava com medo, confesso. Pensei e repensei a este respeito mil vezes, mas, por fim, resolvemos ir. Fiz uma listinha do que eu teria que levar para o Bento e lá fomos nós. Praticamente uma mudança. Pega bebê conforto, moisés, roupas, mantas, paninhos de boca, sabonete, fraldas, lencinhos, lençóis, etc., etc., etc. sem fim - e isso que só íamos ficar por uns 2 ou 3 dias. Leva mamadeira e leite materno congelado pra viagem (depois conto sobre minha experiência de ordenhar LM manualmente). Tudo pronto.

Nos planejamos para sair bem cedinho, porque fomos com o carro do irmão do marido que não tem ar e nesse calor ia ser tenso. 6h15 da manhã saimos. No geral, a viagem foi tranquila. O Bento dormiu quase que o percurso todo. Paramos uma vez só no posto, com ele dormindo mesmo, para encontrar minha vó e meus tios que moram em Americana e queriam vê-lo e foram lá nos encontrar. Ficamos por um tempo, amamentei e aproveitei para colocar o leite, que já estava descongelado, na mamadeira.

Andamos mais um pouco e ele abre o chororô. Coloco a mamadeira na boca dele e... nada! Ele continua chorando a plenos pulmões, não quer nem saber daquele pedaço de plástico na boca dele, mesmo com o leitinho da mamãe. A solução? Monto em cima do bebê conforto e amamento ali mesmo! Olha aí como é bom ter peito grande. Rs!

Quando chegamos lá, o quarto do meu irmão, que é onde ficaríamos, estava todo prontinho nos esperando. Uma banheirinha em cima da cama com um presentinho dentro (roupinha de ano novo), uma roupinha com os dizeres Meu Primeiro Natal, um sapatinho de cerâmica com florzinhas dentro e um bilhetinho todo carinhoso dando as boas vindas ao nosso pequeno. Fiquei até emocionada, foi muito lindo!

Chegamos já no dia 24, então logo fomos nos arrumar para as festanças da noite. Saímos e, chegando na casa da bisa emprestada ele dormiu o tempo todo. No dia seguinte ele ganhou presentinhos de manhã, tomamos café e estava tudo bem. Mas aí fomos almoçar e... Jesus! Acho que juntou o restinho da reação da vacina que ele havia tomado dia 20, com a viagem, com um salto de desenvolvimento, com o calor insuportável e o menino ficou inconsolável, tadinho. Chorou muito, nada resolvia. Fomos pra casa do meu pai, demos um banhinho, mamá, e ele foi melhorando com o tempo. Acho que as mudanças na minha alimentação também refletiram nele e as crises de cólica, que já estavam bem raras por aqui, apareceram de novo. Mas a vóva fazia massagem e elas melhoravam.

Logo passou o salto de desenvolvimento e ele ficou uma gostosura! Risonho e conversador que só! A vóva batia altos papos com ele, era angu o tempo todo. A coisa mais linda! Muito gostoso sentir todo o carinho da família, todo mundo babando no pequeno. Estava tão gostoso que nós, que nos programamos para ficar só uns 3 dias, acabamos passando o ano novo lá também. Foi só lavar umas roupinhas e tudo certo :)

Na hora de ir embora, foi choro pra todo lado! Deixamos cartinhas para cada um agradecendo pelo carinho e seguimos nosso caminho, pela primeira vez, na estrada como uma família de 4! No geral, nosso primeiro Natal foi uma delícia. Nosso maior presente já foi dado, o que mais poderíamos querer?

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

BC - Uma dica que me deram e que deu certo com o Bento

Pensei muito sobre o tema desta semana e confesso que estou com dificuldade para responder. Uma coisa é certa: quando se está grávida, chovem dicas e conselhos e palpites - quer tenham sido solicitados, quer não. Quando o bebê nasce, então, ferrou! Todo mundo tem alguma coisa para falar a respeito do bebê, mesmo pessoas totalmente desconhecidas.

Aliás, isto é uma coisa que tem me incomodado. Tenho a impressão de que todo mundo que olha para mim com o Bento tem um ar de repreensão no olhar. Parece que estou fazendo tudo errado sempre - e, realmente, todo mundo sempre acha que tem um jeito melhor de fazer o que estou fazendo. Acho que é aquela tal onda de enfraquecimento da capacidade da mulher. Uma mania de achar que não somos capazes de parir, de amamentar, de seguir nossos instintos e criar nossos filhos. Ainda quero fazer um post sobre isso.

Bom, com este cenário desenhado, obviamente eu já recebi dicas de todos os jeitos, sobre todos os assuntos. Como fazer o bebê parar de trocar o dia pela noite, como acabar com as cólicas, como trocar a fralda e não assar. Sei que o intuito do tema é exatamente saber sobre dicas objetivas assim. Mas sabe qual foi o melhor conselho que eu recebi? Siga seu coração e use a sua intuição. Ninguém conhece meu bebê melhor do que eu, e eu sou para ele a melhor mãe que poderia ser.

Quem me deu este conselho foi o Dr. Carlos Gonzalez, pediatra espanhol por quem ando in love ultimamente. Leio, leio e leio artigos e livros dele e cada vez ganho mais confiança na minha capacidade de ser mãe - a mãe que eu quero ser, a mãe que eu sei ser - mesmo sem ter anos de experiência, mesmo sendo ele meu primeiro filho. Tento buscar lá dentro as respostas para minhas perguntas, e elas vêm. É só ter paciência e saber confiar.

Confesso que não é fácil. Nem um pouco. Eu sou uma pessoa insegura, busco aprovação constante, então esta é uma tarefa especialmente difícil para mim. Mas, desta vez, eu tenho um motivo maior para seguir o que eu acredito com convicção. Sempre farei o que achar melhor para o meu filho. Mesmo que não seja o melhor para o resto do mundo.

Vou errar? Claro que vou! Assim como todo mundo errou, assim como uma atitude que funcionou com o seu filho pode não funcionar com o meu - afinal, pessoas não são todas iguais. Mas domingo ouvi outro conselho que guardarei e levarei para sempre. Frente a minha preocupação e questionamento sobre estar acertando ou não, meu vizinho disse: o que você fizer estará certo. Todo mundo te dirá como fazer, inclusive eu. Mas, seja o que quer que você faça, será a escolha certa.

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Por indicação da Naity, sou eu que escolho o tema para a blogagem coletiva da semana que vem (que, by the way, cai bem no dia do Natal!). Para comemoramos esta data, sugiro o tema: Como será o primeiro Natal com o baby?. Indico a Mari para sugerir o tema do primeiro dia de 2014!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

BC - Como foi minha primeira semana com o Bento

Pausa no relato de parto para participar da minha nova fase de Blogagem Coletiva - agora como nova mamãe! Mas amanhã tem a parte 2, não percam!

Ok, continuando...

Minha primeira semana com o Bento. Gente, que difícil lembrar como foi. Acho que a partolândia se estende para o puerpério, viu? Parece que este começo se mistura na minha cabeça e é difícil lembrar a ordem e momento dos acontecimentos.

Mas vamos lá. Eu tive ajuda neste começo e, na primeira semana, marido ficou em casa de licença paternidade, o que foi ótimo. No geral, foi menos traumático do que eu imaginei que seria com relação ao Bento, mas gente, tenho que falar. Não visitem recém-nascidos na primeira semana, por favor! Rs! A não ser que você seja da família próxima  - aí sim, vocês são totalmente esperados e benvindos. Eu sou meio neurótica com relação a ele, então sofri um pouco quando vinham visitas, especialmente as totalmente sem noção. Cheguei até a chorar um dia por conta disso. Eles são muito pequenos e precisam de calma, tranquilidade e, principalmente, conhecer o papai e a mamãe primeiro.

Claro que tivemos noites de choro (minhas e dele) em que ficamos marido e eu balançando ele de um lado para o outro sem saber o que fazer. Quer dizer, eu sabia o que fazer, tinha que amamentar, mas tentava pensar em outras alternativas para acalmá-lo. Sim, ele mama super bem, em livre demanda, mas o comecinho dói. Muito. Machuca, sangra, a gente se desespera quando eles choram querendo mamar. teve uma noite em que até tentamos oferecer a chupeta em uma dessas madrugadas, por tipo 10 segundos. Ele cuspiu, óbvio, aí desistimos. Ele não gostou (e nem demos muita oportunidade disso acontecer)! Rs! Amamentei chorando algumas madrugadas, mas sabia que era para o bem dele e era isso que ele queria e precisava. Ainda bem que passou.

As trocas de fralda também eram desesperadoras. Eu nunca tinha trocado uma fralda na vida, e o desespero dele nesse momento não ajudava muito. Ele chorava MUITO. Choro nível "estão me torturando", com direito a gritos e tudo o mais. Eu ainda não tinha confiança na troca, sou super perfeccionista e detalhista e queria limpar tudo direitinho e, muitas vezes, tinha plateia para apreciar a minha falta de habilidade. Junte a isso um bebê se desesperando, balançando as perninhas loucamente e uma tentativa (normalmente fracassada) de fazer tudo rápido para ele parar de chorar (e para a visita não achar que eu sou uma mãe completamente despreparada - o que era um pouquinho verdade). Pronto, vocês já conseguem ter uma ideia da situação.

O choro se repetia depois do banho - na verdade, esse permanece até hoje, então tivemos um pouco de dificuldade em estabelecer o horário dele. Mas enquanto está dentro da água ele se delicia, e é muito gostoso ver a alegria e o relaxamento dele nesse momentinho.

Além disto, foi uma semana deliciosa. No geral, eu nem me sentia exausta como imaginava. Fui invadida por um amor imenso, e acho que a ocitocina ainda rolava solta por aqui. Foram centenas de fotos, muito colo, muito aperto, abraço, chamego e carinho. Foi uma semana de muito aprendizado mútuo e somente a primeira do resto das nossas vidas. <3

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

BC - A escolha do carrinho do bebê

Taí um tema difícil na gestação. Gente, nunca achei que escolher um carrinho fosse me dar tanta dor de cabeça assim! Tô tão em dúvida que sugeri esse tema pra ver as escolhas de vocês e ver se tenho uma luz. :)

Achamos que seria fácil até começar nossa busca. Já ganhamos um bebê conforto que era do meu irmão, usado, mas está novinho, lavadinho, uma graça! Aí fomos em uma loja pra ver carrinhos. A maioria já vem com o bebê conforto, mas achamos ótimo ter mais de um - assim já podemos deixar no carro, montadinho e quando eu puder ter o meu carro próprio também vai ajudar bastante.

O problema é que, quando começamos a pesquisar, fomos nos enrolando. Começamos vendo um da Chicco super bonitinho, que encaixa o bebê conforto dentro do carrinho. Adoramos! É um pouco caro, mas era uma boa opção.

Só que aí a gente viu um outro modelo, em que o assento do carrinho sai e o bebê conforto encaixa direto na estrutura, o que deixa o volume bem menor. E aí começamos a pensar se esse negócio de colocar o bebê conforto dentro do assento não ia sujar o carrinho por dentro e já evoluímos pra procurar só desse estilo, em que a estrutura serve pra todos os acessórios. Inicialmente gostamos desse, da Peg Perégo, mas só o carrinho com o bebê conforto:



Aí, procurando na internet, achei o conjunto completo pelo mesmo preço do outro, que vinha sem o moisés. Me animei mais ainda! Como o Bento vai dormir conosco no começo, achei que o moisés seria bem aproveitado, apesar de não ser um acessório que eu compraria se tivesse que gastar à parte por ele. Mas é caaaaaro. Mesmo assim, estava bem mais barato do que nas lojas. Decidimos ir ver pessoalmente de novo, e aí... ferrou! Vimos um trio parecido com esse, mas da Chicco, e nos apaixonamos completamente! O tecido é uma delícia, super confortável, ele é super compacto e fácil de fechar, encaixa todos os acessórios direto na estrutura do jeito que a gente queria, mas... Custa uma fortuna! Olha só que lindo:
E aí estamos nessa dúvida cruel, ainda não compramos nada, e possivelmente vamos voltar pra primeira opção que é a mais barata. Rs! Ô dureza! Ainda bem que essa não é uma necessidade tão urgente assim (ou é?) e, mesmo que ele decida nascer, temos o bebê conforto para poder sair do hospital, pelo menos. Né? Me digam que sim e acalmem um coração aflito, por favor? Grata.

Ah. não indiquei ninguém ainda para o próximo tema, né? Então quem escolhe o tema semana que vem é a Carol, do Parasita.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Tirando o atraso ou As BCs que pulei :)

Eu sei, eu sei. Ando feia e sumida. Já escrevi um pouco sobre isso no post anterior. Na verdade melhorei um pouco daquela fase melancólica em que me encontrava, mas ainda ando bastante preguiçosa. E ansiosa. Muito. Sexta passada completamos 30 semanas e isso me pegou de jeito. Está cada vez mais perto. Ô meu Deus, segura coração!

Esse é praticamento o único sintoma da minha gestação com 7 meses. Não sinto azia, só um refluxo ocasional. Não incho nada - mas acho que os muitos litros de água que tomo todo dia ajudam bastante. Não tenho muitas dores no corpo, só um incômodo na lombar de vez em quando dependendo da minha posição ou esforço físico. Mas a falta de ar ataca aqui com força. Assim, do nada. Às vezes fico ofegante só de conversar! Mas não é o tempo todo e logo passa.

Ontem fomos ver nosso pequerrucho depois de 8 semanas sem fazer ultra. Já estava com saudade de vê-lo, mesmo querendo evitar fazer esses exames sem necessidade - e voltamos mais apaixonados do que nunca. Como ele está gostoso, gente! Mais de um quilo e meio e 39 cm de comprimento, percentil 31. Já está cefálico e anterior, bem bonitinho esperando a hora de vir ao mundo de parto natural, como a mamãe tanto deseja!

Por falar em parto natural, começamos ontem os exercícios com o Epi-No e gentem! O trem dói, viu? Mas é por um ótimo motivo e com certeza vou me sentir mais tranquila e preparada para o parto assim. E assim seguimos na contagem regressiva para receber nosso Bento, que é a cara do papai.

Então vamos ao que interessa, que hoje o post vai ser longo.


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BC - A história da escolha do nome do bebê

Engraçado. Quando criança, eu sempre gostei só de nomes de menino, apesar de achar que eu teria 2 meninas. Meus preferidos eram Matheus, Gustavo e Thiago. O tempo passou, eu cresci, mudei meus conceitos e enjoei desses nomes. E passei a me apaixonar pelos nomes de menina.

E daí que quando eu engravidei, já tinha várias opções de nomes de menina, mas nenhuma de menino. Marido sempre disse que queria que nosso filhote se chamasse Pedro Lucas, mas eu particularmente não gosto (e sempre deixei isso claro, também). Quando confirmamos que nosso meninão vinha aí dificultou tudo. E agora? Eu pesquisava, pesquisava, a gente conversava e nada. Eu sabia que gostava de nomes não tão comuns, mas ao mesmo tempo clássicos. Difícil, né?

Até que eu resolvi olhar uma listinha de nomes antiga, que eu tinha feito quando estava grávida do meu primeiro anjinho. Estávamos eu, marido e minha irmã fofa, que nos acolheu quando ficamos sem teto, na sala da casa dela e comecei a ler as opções. Bento era o último nome da lista e, antes de pronunciá-lo, disse para eles: "ah, e esse nem sei porque está aqui... Bento". Pronto! Os dois se animaram, acharam lindo e aí parei para analisar com mais calma. E não é que eu gostava do nome também?

Ainda demoramos um tempinho para bater o martelo e assumir oficialmente que este seria o nome, apesar de sempre nos referirmos a ele como Bento. Ainda mais que as reações ao nome não foram lá essas coisas, como contei aqui. Mas hoje não consigo imaginá-lo com outro nome e morro de orgulho da nossa escolha!

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BC - Do que eu abri mão na gravidez

Assim, de bate pronto, acho que eu não abri mão de nada na minha gravidez. O que fiz foi fazer algumas substituições e adaptações que me fizeram muito bem - principalmente fisicamente.

Começo pelo nosso apartamento. Abrimos mão de um apartamento todo montadinho e bem localizado em São Paulo para outro ainda meio inacabado em São Bernardo do Campo - mas bem maior e com uma área de lazer que vai ser muito bem aproveitada pelo Bento!

Também abri mão de alguns hábitos alimentares. Todos péssimos, admito. Troquei o refrigerante pelo suco, os pratos prontos por comidinhas caseiras, o jejum pelo café da manhã reforçado, os deliveries pelas visitas ao mercado e à feira. Claro que ainda tomo refri, ainda como um fast food e umas besteirinhas, mas muito mais consciente e com uma frequência bem menor. Sempre penso que o que eu como vai para o Bento e a saúde dele depende da minha, então tento incluir de tudo um pouco na minha alimentação - frutas, legumes e tantas outras coisas saudáveis que eram tão raras na minha dieta.

Abri mão do barzinho nosso de cada fim de semana, regado a algumas cevejinhas, por muitas noites em casa com o marido. E não posso reclamar, não! Minha preguiça tem me levado a isso também... Rs!

Desde que perdi meu primeiro bebê, decidi que iria parar de trabalhar na próxima gestação, mesmo sabendo que uma coisa não interfere na outra. Mas o trauma foi tão grande que pensei que iria ficar mais tranquila sabendo que fiz tudo o que pude para segurar meu bebê. No meu segundo aborto eu já estava trabalhando em casa. Desta vez foi a mesma coisa. Não sei se posso dizer que abri mão do meu trabalho pela gravidez, mas eu optei por ficar em casa e fazer uns freelas, curtir minha gestação com calma e me dedicar só ao meu pequeno por um tempo. Confesso que essa escolha às vezes me assombra - não por sentir que estou abrindo mão da minha vida, mas por medo de que isso influencie na minha relação com o Bento e na admiração dele por mim. Bom, mas isso já é assunto para outro post.

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BC - Menino ou menina? Vocês mamães tiveram ou têm preferência pelo sexo do bebê?

Bom, eu já comentei no blog que sempre achei que teria duas meninas. Desde criança. Não sei se por ter crescido com uma irmã e depois ter ganhado mais duas, minha vida sempre foi cercada de cor de rosa. Não posso mentir e dizer que esse meu achismo não era ligado a um desejo - eu queria sim ter meninas - de preferência gêmeas.

Mas aí, quando eu tinha 20 anos, minha boa-drasta engravidou. Todo mundo naquela apreensão, querendo um menino pra dar uma mudada naquela casa cheia de calcinhas, mas já certos que vinha mais uma pra família buscapé. E não é que o bebê foi corajoso e veio todo meninão dar uma mudada na casa? E pronto. Ele é tão lindo e gostoso que mudou todo meu conceito e me deixou completamente rendida.

Nas minhas duas primeiras gravidezes, achei que teria meninos (e marido achava que eram meninas), mas nunca chegamos a confirmar o sexo. Desta vez, eu estava certa que era uma menina que vinha aí - e marido já afirmava que era um molequinho #intuiçãomaternalfail. Mas a partir do momento que vi aquele meninão lindo na tela, me apaixonei perdidamente e não consigo imaginar de jeito nenhum ter uma menina. Quero meu Bento e toda sua molequice, seus carrinhos, suas lutinhas, suas bermudas e camisetas suadas. Quero voltar a ser criança e ralar o joelho andando de bicicleta e skate, correndo atrás dele, me sujando de tinta. Quero ser uma mãe de menino!

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Dessa vez eu que escolho o tema (Dani, miiiil desculpas por não ter escrito semana passada. Vergonha, vergonha, vergonha!) para a BC da semana que vem. E é difícil, viu? Então vou aproveitar a ocasião para ler as opiniões de vocês sobre um tema que está me atormentando: "A escolha do carrinho do bebê - qual o escolhido e porquê". Tema bobinho mas de utilidade pública, minha gente!

Beijocas barrigudas




quarta-feira, 24 de julho de 2013

BC - Como os papais estão participando da gestação

Mais um dia de blogagem coletiva, eba! Desta vez eu que propus o tema e sugeri que os próprios papais dividissem um pouquinho da sua experiência na gestação. Com a palavra, meu excelentíssimo (e amadíssimo) marido:

"Olá, sou pai do bebê gergelim e fiquei muito contente em poder dividir com vocês um pouco da felicidade que estou sentindo.
Bento é nosso primeiro filho e está sendo tão esperado, mas tão esperado, que às vezes parece mentira que estamos realizando nosso sonho. Deus está me dando uma grande oportunidade, por isso, tento ser o melhor marido/pai do mundo!
Antes de falar da minha participação na gestação do Bento, quero destacar a linda mulher e guerreira maravilhosa que a Loroca está sendo.  Todos os dias me emociono só de ver e sentir o amor e carinho com que a Loroca  trata o Bento, eu e a Catarina (cachorrinha).
Sempre sonhei em ser pai, mas nunca imaginei que seria tão difícil. Após 2 abortos nos unimos mais e procuramos nos apoiar nos obstáculos da vida para nos fortalecer, então que em fevereiro agora recebi a grande noticia, se não a mais importante da minha vida, vou ser pai. Perdi o chão, não consegui conter as lágrimas e só pensava que desta vez Deus não iria nos deixar sofrer. Hoje estamos com 24 semanas e 5 dias e cada dia desta gestação tem sido especial, tenho aprendido muito e descoberto um mundo maravilhoso que espero curtir muito com a Loroca e o Bento.
Mas vamos lá, procuro estar sempre presente e auxiliar no que for possível. Este sonho é nosso e procuro curtir cada segundo desta gestação, seja em nosso momento antes de dormir, nas consultas com o médico ou nos ultrassons. Sei que o que eu fizer para a Loroca e para o Bento será pouco, mas vou sempre procurar melhorar e proporcionar para minha amada família momentos especiais e retribuir esta fase mágica que estão me proporcionando.
Neste momento de tanta felicidade, acho que minha participação é mínima, mas sempre com muita compreensão e amor, amor pela minha linda esposa e pelo nosso tão sonhado filho.
Esta criança sem saber mudou nossas vidas e está sendo muito aguardada. Vou dividir com vocês que às vezes tenho medo e me pego pensando em tudo que posso fazer e o que tenho que melhorar continuamente para que possa contribuir de forma efetiva na vida das pessoas mais importantes da minha vida.
Quero agradecer a minha esposa e a vocês que compartilham com minha amada estas experiências da gestação.
Espero que todos os pais tenham e estejam sentindo o mesmo orgulho e amor que estou sentindo neste momento mágico."

Diz se não é pra chorar? A mamãe boba aqui se emocionou, óbvio! Amor, tenho um orgulho danado do marido e pai que você é. Obrigada por estar sempre tão presente em nossas vidas e nos dar tanto amor, carinho e apoio. Te amamos demais!
Eu tinha indicado a Jacky para sugerir o próximo tema, mas não sei se ela poderá escrever devido ao repouso. Mas o que importa é que ela e o Anthony estão bem e ele continua quentinho e protegido lá na casinha dele! Querida, se você não puder escrever na semana que vem, me avisa e indicamos outra pessoa, tá?
Beijos!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

BC - O que a gravidez já mudou na minha vida

Gente, PARA TUDOOOO! Antes de qualquer coisa eu preciso comemorar aqui a gravidez da Ju! Muuuuuuito feliz pela chegada da sementinha de melancia! Eu acompanho a Ju desde o começo das tentativas e me identifiquei com o jeito dela escrever imediatamente. Ela é tão fofa, tão carinhosa, sempre preocupada comigo e com o bebê gergelim e que nos faz rolar de rir com os posts bem humorados dela. Eu torcia taaanto por esse momento e agora ele chegou! PARABÉNS, JUUUUU! Muuuita saúde para vocês, comadre querida! Agora quero ver você na blogagem coletiva também!

Agora vamos ao tema da semana da blogagem coletiva. O que a gravidez já mudou na minha vida? Nossa, é tanta coisa que é até difícil dizer. Até porque ela começou a mudar minha vida antes mesmo de acontecer.

Já começa com a minha mudança física, de espaço, mesmo. Mudamos de apartamento este ano já pensando em um lugar maior para aumentar a família. Uma das coisas que nos motivou a comprá-lo, além do tamanho, foi a área de lazer do condomínio. Já consigo ver meu Bento correndo por aqui, voltando todo molhado da piscina ou de suor.

Com isso, já consigo ver outra mudança: as prioridades. Não consigo lembrar da última vez em que comprei  alguma coisa para mim depois que engravidei. E não é nem somente que eu tenha passado a querer comprar tudo para ele, não! É que eu mudei, mesmo. O crescimento dele aqui, junto com o meu amor, já me saciam, me alegram, me completam. Preciso de mais alguma coisa? Na verdade, eu até preciso, visto que o bebê não pode andar peladinho por aí, né? Hahaha! Mas me sinto calma, plena, feliz. Nem para ele compramos muita coisa, aliás, não compramos quase nada. Mas ele é o meu maior presente, o que eu mais queria, e já consegui.

Eu já disse aqui também do quanto minha visão do mundo mudou. O Bento já me faz outra pessoa. Sou mais consciente, mais ponderada, mais sincera, mais honesta comigo e com meus sentimentos. Sou mais guerreira, menos conformada, mais leoa. Sou mãe.

E o mais gostoso: meu corpo. A barriga crescendo com o desenvolvimento do meu pequeno. As sensações que este bebê, que já pesa mais de meio quilo e mede mais de 27cm, desencadeia a cada chute, a cada mexida. A sensibilidade que só um amor sem medida deste pode causar em alguém, como as lágrimas que surgem ao encontrar uma médica para trazê-lo ao mundo com amor e respeito. Pode isso? Pode. Porque minha vida mudou tanto, que ela nem é mais minha. Ela é dele. Todinha. Eu agora vivo Bento, para sempre.

Hoje sou eu que devo sugerir um tema e escolher uma blogueira para fazê-lo na semana que vem. O próximo tema será "Como os papais estão participando da gestação?". Para dar um toque diferente, até sugiro que os próprios escrevam o post da semana que vem - se quiserem, claro! O meu já topou! O que vocês acham? Indico a Jacky para sugerir o próximo tema.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

BC - Suspeita e descoberta da minha gravidez

Primeiramente, mil desculpas pelo atraso em postar a Blogagem Coletiva. Além de eu ainda estar sem internet (torcendo loucamente para esse problema ser resolvido na semana que vem!) e depender do computador do marido - que tem que trabalhar, né pessoal? - eu ainda peguei uns resultados de exames de sangue hoje que me deixaram meio tristonha. Sabe sentimento de pior mãe do mundo? Medo de que meu amado Bento esteja sofrendo por displicência minha? Então, esse. Mas depois conto direitinho. Mas vamos lá que o que importa é a intenção e estou só alguns minutos atrasada, né mesmo? Fevereiro foi um mês lindo da minha vida. Desde o comecinho. Eu estava com aquele sentimento gostoso de que aquele era meu mês, o ciclo em que meu gergelim chegaria. Além de tudo, estávamos em meio a compra do apartamento novo, toda aquela expectativa que consegue nos distrair um pouquinho. Mas a gente nunca se distrai totalmente, né? E eis que, bem nesse mês, resolvi medir minha temperatura basal todos os dias - o que não significaria lá muita coisa, já que eu ainda não tinha uma base de comparação. Mas nem precisava, afinal. Eu sabia, eu sempre soube. Juro. Para vocês terem ideia, marquei no calendário, como sempre fazia, a data em que tive relação com o marido (no PF) e já fiz a anotação no mesmo dia: possível concepção. Era dia 17 de fevereiro. Aí já começou minha contagem regressiva. A cada manhã, quando eu pegava o termômetro para medir minha TB, o coração acelerava: tomara que não tenha caído, tomara, tomara! Que nada! Lá estava ela, alta, lindona, trazendo confirmação para a certeza que eu já trazia no meu coração. E dá-lhe pesquisar sintomas e tentar definir o dia que eu poderia fazer meu teste sem medo de um falso negativo. Só o Fertility Friend que não concordava comigo, como eu contei aqui e dizia que eu tinha ovulado no dia 23. Mas quer saber? Quem precisa de FF quando se tem tanto amor em um coração de mãe? E foi assim que eu resolvi fazer um teste no dia 28 de fevereiro, 11 dias depois da ovulação. Marido dizia que ainda era cedo, eu tinha medo de um falso negativo e mais ainda de um negativo verdadeiro, mas me joguei. Acordei cedo e aquele meu xixi despretensioso de cada dia se transformou na maior alegria da minha vida. Aquela segunda listrinha, tão fraquinha, que já revelava todo o amor, forte, intenso e maravilhoso. Foi ali que nosso bebê gergelim mostrou que chegou para arrebatar nossos corações para sempre. E semana que vem sou eu que escolho o tema. Eba! OBS.: Desculpem por ter saído esse bloco único horroroso de texto. Não sei porquê está dando este erro e não estou conseguindo consertar!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Blogagem coletiva - Qual a melhor coisa da minha gravidez até agora

Hoje é o primeiro dia da blogagem coletiva. Delicia! Achei essa idéia incrível.  Para mim, o blog serve mesmo para me ajudar a encontrar minha voz durante a gestação enquanto a compartilho com vocês, meninas queridas que estão passando pelo mesmo momento mágico que eu. E nada melhor do que conhecer as diversas visões sobre o mesmo tema para alcançar isso.

Agora vamos ao que interessa. A minha gravidez, como a maioria já sabe, foi muito esperada. Tendo passado por 2 abortos, o medo e a ansiedade me acompanham desde antes do meu bebê gergelim (que agora é o Bento! ;)) chegar. Então é difícil elencar uma única coisa como a melhor da gravidez até o momento. Assim, de olhos fechados, diria que é a espera do meu filho e minha transformação em mãe.

E essa minha espera engloba todas as descobertas e momentos deliciosos que vêm com a gestação. Tudo começa por aquele instante mágico em que um palitinho com xixi desenha duas listrinhas cor de rosa. Como pode aquele pedaço de plástico mudar tanto nossa vida toda? Cada certeza, cada hábito, todo o amor. Agora sou mãe e meu mundo gira diferente. A barriguinha crescendo e as mudanças no corpo são, pela primeira vez, mais do que bem vindas - são ansiadas! O som de um coraçãozinho batendo se torna a música mais bonita que já ouvimos na vida. Imagens em preto e branco em uma telinha, antes tão irreconhecíveis, agora mostram um pedacinho de gente com tanta perfeição que até conseguimos ver se parece com o papai ou com a mamãe.

Aquelas velhas certezas se transformam em duvidas. São tantas, tantas duvidas! Parto, amamentação, criação, educação, valores... E aquela única duvida se transforma na certeza mais absoluta: sim, é possível amar mais do que eu sabia possível. A cada pensamento, a cada mexida, a cada segundo.

Ah, as mexidas! A confirmação de que ali está meu grande amor! A constatação desse milagre da maternidade, a formação de uma pessoa a partir do amor de outras duas. E agora somos três.