quinta-feira, 21 de março de 2013

Sumiço

Queridas,

Sei que ando sumida, tanto daqui quanto dos blogs de vocês que eu tanto amo, mas tenho duas boas (quer dizer, uma é boa. A outra - blé!) razões para isto.

A primeira é que finalmente compramos nosso apartamento e estamos imensamente felizes. O problema é que ele vem peladinho, peladinho, temos que arrumá-lo todinho e mudar até o dia 6 de abril. Ou seja: good luck to us!

A segunda razão é realmente bem blé. Estou tendo muito, mas muito, mas muito enjôo mesmo. Tipo o dia inteiro, todo dia desde segunda-feira. Tá bem difícil, quase nada desce e ao mesmo tempo se fico sem comer passo mais mal ainda. Não tenho conseguido beber quase nada e estou surtando com isso - sempre tomei muita água. Enfim, sempre disse que queria enjoar na minha próxima gestação (no caso, essa) desde os meu abortos, já que não tive este sintoma nas primeiras gravidezes e seria, para mim, meio que um sinal de que tudo está correndo bem. Então agora aguenta e mantém o balde do lado da cama!

Prometo voltar assim que estiver me sentindo melhor e com mais novidades. Vou tentar pelo menos dar umas passadinhas nos cantinhos de vocês, mesmo que não comente muito (estou fazendo tudo pelo celular, inclusive esta postagem, e é muito difícil comentar por aqui), mas logo, logo, voltaremos com a programação normal. Pelo menos eu espero!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Mais detalhes ou Não fiquem bravas comigo + Selinho

Minhas queridas todas,

Nem tenho como agradecer todo o carinho que recebi de vocês, apesar de já saber que seria assim - afinal, vocês são umas fofas! Fiquei muito, muito feliz, me senti amada, querida, acolhida e até mais segura. Conheci leitoras que ainda estavam escondidinhas, recebi muito amor daquelas com quem eu já tinha contato e pude comprovar a delícia que é fazer parte desta blogosfera! Muito, muito obrigada!

Antes que vocês briguem comigo por só ter revelado agora (e até respondendo alguns comentários de meninas que me perguntaram isso), vou contar direitinho como tudo aconteceu. Como eu expliquei no post anterior, eu já tinha certeza que ia engravidar esse mês, mesmo antes disto acontecer efetivamente. Intuição, esperança, premonição? Sei lá, só sei que isso causou uma sensação ambígua: ao mesmo tempo que eu sabia e estava esperançosa, eu estava morrendo de medo de levar um negativão na cara. Aí que ia contando os dias ansiosamente para ter certeza que poderia receber meu positivo - e recebi ainda mais incentivo com os comentários de vocês neste post!

Aí decidi que ia fazer o teste. Como vocês viram, ficou beeeem, mas beeeem clarinha a segunda listrinha. Já fiquei super feliz, mas liguei para o consultório do meu médico imediatamente para pedir a guia do Beta. Consegui colher no mesmo dia e, às 17h00, saiu o resultado. Eu já havia comentado com marido que não ia me sugestionar pelo valor do Beta, afinal eu sabia que estava bem no comecinho, e blablabla, mas lááá no fundinho o meu segundo aborto ficava martelando na minha cabeça (meu primeiro exame daquela vez deu 120, lembram?). Pois bem. Desta vez deu 71,88. Meninas, eu estava de 3 semanas! 3! O que significa que meu baby tinha por volta de 1 semana de vida! Resolvemos esperar um pouquinho, passar no médico (eu já estava surtada, óbvio) e refazer o exame antes de contar para qualquer pessoa.

Consegui um encaixe para o dia seguinte e lá fomos nós. De início ele se assustou com o valor do Beta, já que pela DUM eu deveria estar de umas 5 semanas, mas aí expliquei direitinho que tinha ovulado por volta do dia 17, que tive muco, que minha TB mostrou, e tal e coisa, e aí tudo ficou mais tranquilo. Assim, sim! De qualquer maneira, me pediu um outro Beta para domingo, quando completariam três dias da data do primeiro (tem médico que fala que tem que dobrar em 48h, outros em 72h - ele foi na última opção).

E aí fui. Morrendo de medo, mas ao mesmo tempo tranquila. Colhi e o resultado ficaria pronto em duas horas (laboratório power que abre de domingo e ainda libera o resultado em duas horas!). Inventei mil coisas para fazer nesse meio tempo e cheguei em casa bem na hora em que o exame estaria pronto. Abri a página. Meus dedos tremiam, eu não conseguia digitar o login e a senha direito. Aí parecia coisa de filme - tudo ia carregando em slow motion. Até que apareceu o resultado: 269! Meninas, triplicou! Fiquei radiante e muito mais tranquila. No dia seguinte (afinal, os probrezitos do laboratório trabalham no domingo, mas não ia encher o saco do meu médico naquele dia, né?) liguei para ele e ele orientou que marcássemos uma ultra  - as primeiras ele faz no próprio consultório - para dali 10 dias.

Marquei para a outra quinta, no caso, ontem. O post já estava prontinho, mas já que eu ia lá fazer a ultra, não custava nada esperar mais um pouquinho e me certificar de que estava tudo bem, né? E assim eu fiz. Ontem de manhã fomos lá e vimos nosso gergelim pela primeira vez. Quer dizer, não vimos o gergelim ainda, só o saco gestacional e a vesícula vitelina, mas já é alguma coisa. Não vou dizer que fiquei 100% tranquila (nunca estarei!), estava bem esperançosa de ver o bebê e batimentos, mas o médico disse que está tudo bem, compatível com a data que estávamos considerando, então eu vou confiar. E agora lá vamos nós segurar os nervos até o dia 25, quando voltaremos para a próxima ultra - e, aí sim, tem que ter bebê e coraçãozinho piscante!

Vocês me entendem e me perdoam por não ter contado antes? Acreditem, eu estava doidinha para contar para vocês, mas com meu histórico e todo meu medo, preferi esperar um pouquinho mais. Quase ninguém sabe além de vocês - mas quase ninguém mesmo! Nem nossas famílias. E eu dei uma dica, vai? Então espero que me entendam. E, mais que tudo, espero que torçam e orem por nós! Obrigada, queridas!

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E eu sei que o post já está gigante (sorry about that e obrigada para quem teve paciência de ler até aqui) mas eu TINHA que postar o selinho que ganhei de duas amigas novas! É o The Versatile Blogger Award - olha só que fofo:


Regras:

1 - Agradecer quem te ofereceu o selinho e postar o link do blog

Ganhei o selinho de duas meninas fofas que conheci ontem (olha só o meu baby gergelim já trazendo muitas surpresas boas para a minha vida): a Rosyh e a Graci. Muito obrigada meninas, fiquei muito feliz com o presentinho!

2 - Convidar mais 15 blogs para participar da brincadeira

Deixo aberto para todas as meninas que estão sempre por aqui! Adoro todas!

3 - Postar 7 coisas de que gosta mais

Ficar horas e horas batendo papo com a minha família nos fins de semana
Assistir TV amontoada em cima do marido (e agora com o bebê gergelim na barriguinha!)
Dormir - adoro tirar aquela sonequinha à tarde no fim de semana
Churrasco - não só a carne, mas o clima gostoso de confraternização
Viajar - vale para qualquer lugar!
Ouvir música e dançar - adoro dar uma sambadinha!
Comer, comer - afinal, é o melhor para poder crescer (péssima essa, I know! Hahaha)


quinta-feira, 14 de março de 2013

A sombra e a luz

Acordo. São quase 8 horas da manhã do dia 28/02 e eu esfrego meus olhos e me espreguiço, assim, como quem não quer nada. Finjo que não percebo sua presença lá, não me lembro dos meus atos impensados (ou sobre-pensados) da noite anterior na farmácia e de todos os conselhos e palpites das minhas queridas aqui no blog. Mas é impossível.

Me levanto e sua presença em cima da pia é avassaladora. Chegou a hora de fazer o teste. Refaço as contas mentalmente. Faz só 11 dias que ovulei, apesar de já ser o 39º dia do ciclo, e provavelmente é muito cedo para saber. Mas eu sei, eu sei desde o dia em que ovulei, naquele 17 de fevereiro. Espero que o teste seja tão sensitivo quanto eu. Ou bastante sensível para me mostrar uma única listrinha com compaixão. Mas eu sei que compaixão e testes de farmácia negativos são mutuamente excludentes - e me encolho. O medo, aquele.

Mas chegou a hora. Sem mais delongas, como se aquele fosse só mais um xixi dos tantos que já fiz num palitinho, como se o resultado não pudesse mudar minha vida para sempre e em 5 minutos. Como se uma listrinha a mais ou a menos não fossem mais do que listrinhas rosa num teste xixado.

Fiz. Aguardo um pouco ao lado do teste, fingindo que não estou olhando. Vai que ele fica encabulado? Rapidamente, vejo a primeira listrinha aparecendo com força. Perco a coragem e volto para a cama, simulando um desinteresse despreocupado. Eu sei que é positivo, mas vai que é negativo? Não, não, é negativo. E se for um falso negativo? Afinal, ainda é muito cedo para saber. Não, não, é negativo. Mas eu tinha tanta certeza que era positivo. Quanto tempo já passou, será? Ah! Quer saber? Vou desencanar. Depois eu vejo o resultado. Mas passar do prazo pode invalidar o teste, não? Bom, vou lá só por desencargo, então. Eu já sei que é negativo - mas eu queria tanto um positivo!

Entro no banheiro. Logo vejo uma listra no canto esquerdo da área do resultado. Meu coração dispara, mas aí me lembro dessa pegadinha maldosa do teste. É um jogo de luz e não passa da sombra do próprio teste que simula um positivo. Já caí nesta antes. É, não foi desta vez.

Resolvo pegar o teste e me livrar da sombra. E aí vem a luz que me inunda, me cega, me guia. Ela está lá. Fraca, tímida, mas suficiente para me encher de brilho, de sorriso, de amor. Ele está aqui. Meu positivo. Meu bebê gergelim. Meu amor maior que a vida. Meu maior presente, naquele pedacinho de plástico, cheio de xixi, com duas listrinhas rosa.

Acho que assim é a maternidade: a controvérsia, a dúvida, o medo, o drama, a certeza e a incerteza ao mesmo tempo. Mas linda, muito linda. E cheia, cheinha de amor. ♥

terça-feira, 5 de março de 2013

Pra você guardei o amor

Porque estou amando, sempre...


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Meu primeiro selinho

Hoje ganhei meu primeiro selinho! Ebaaa! A querida da Jana do Maternidade: Esperança, Fé e Milagres fez esse mimo lindinho como comemoração ao primeiro ano do blog e eu adorei. Olha só que fofo:



Jana, eu já tinha visto mas fiquei com vergonha de pegar... Rs! Mas fiquei muiiito feliz com este meu primeiro presentinho virtual! Meninas, eu teria que indicar algumas de vocês para ganharem também, mas como adoro todas, as convido para colocarem este selinho fofo no seu blog.


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Ainda não tenho novidades, mas queria agradecer de coração toda a torcida, conselhos e pensamentos positivos de vocês, queridas! Estou super calma e tranquila e quero esperar, pelo menos um pouco, a mãe natureza "do it's thing".

Continuem torcendo e orando por mim!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Help! I need somebody!

Ando sumida, né? Eu sei... Quase uma semana sem aparecer aqui, procurando loucamente por algo para falar mas, na verdade, vontade quase zero de escrever.

Hoje parei de bobeira e vim dar um oi. Oi!

Essa ausência toda é causada, em grande parte, por preguiça. Geeeente, que preguiiiiça que eu ando. Assim, sem fim mesmo. Deve ser esse calor agradabilíssimo que anda fazendo por aqui somado à minha sonolência nata.

Fora isto, já estou no 37º dia do ciclo e nem sinal da vermelhuda na minha vida. Antes que se animem muito, saibam que isso até que é normal - vocês sabem o quão maluca ela é, né? Mas enfim, no começo me animei também já que em Dezembro e Janeiro eu menstruei dia 21. Finalmente minha TB resolveu se estabilizar e já fiquei toda felizinha, certa de que havia ovulado no dia 16 ou 17, ou seja, já estaria lá pelo 10º dia pós ovulação e poderia fazer um teste em breve. Mas isso era só a minha singela interpretação das temperaturas.

É quando resolvo ouvir a opinião do mega master blaster entendido Fertility Friend, e ele me dá a ótima (só que não) notícia que, de acordo com suas precisas contas da Nasa, eu ovulei no dia 23! Como assim, Bial? Quem ON EARTH ovula no 34º dia do ciclo? Assim não pode, assim não dá!

E aí que já desanimei tudo de novo e agora estou aqui, esperando, mas sem saber o quê. O que vocês me dizem, meninas lindas do meu coração? Me dêem uma luz, um help, uma palavra amiga, um abraço? Obrigada.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Do medo do mundo

Hoje, navegando pela internet, me deparo com aquelas tantas, tantas matérias mostrando quão ruim o mundo pode ser. Começo com duas delas:

Mãe espanca bebê de 10 meses e o joga em entulho em Limeira

Mãe confessa que matou seu bebê de 8 meses em Natal

Normalmente eu iria entrar naquele modo "por que eu" (ou por que nós, né?) e questionar todas as mulheres do mundo que têm bebês e não os querem (como essas acima ou ainda as milhões que fazem aborto, jogam seus bebês no lixo, e etc.) enquanto tantas de nós sonham com a chance de ter um bebê, amado, respeitado, esperado e não conseguem. Mas não. Resolvi, cheia de resignação e paciência (mas nem por isso menos indignada!), agradecer a Deus por estar me dando mais tempo para me preparar e ser uma mãe melhor.

Pode parecer estranho, mas depois que me recuperei do meu primeiro aborto e da minha revolta contra Deus, sinto que sou uma pessoa cada vez melhor. Eu queria que tivesse acontecido? Não, nunca, de maneira nenhuma! Mas posso tirar coisas boas dessa situação. Estou infinitamente mais preparada para ser mãe agora, e aquela mãe que eu quero ser, lembram? Fico pensando que naquela época, apesar de já querer muito um filho, eu não fazia ideia da maioria das coisas que envolvem uma gestação e, muito menos, o quanto minhas escolhas influenciam o meu bebê.

Mas, muito mais do que o aspecto prático da coisa, eu não pensava no tamanho da responsabilidade que é colocar um filho no mundo. Gente, é muito sério! Outro dia falava sobre isso com o marido e ele até deu risada da minha cara de medo e descontrole total. Não me sinto uma pessoa boa, preparada ou evoluída o suficiente para criar uma outra pessoa, e incutí-la com valores, caráter, ética e responsabilidades. Mas quer saber? Acho que ninguém nunca está completamente pronto e eu estou, ao menos, tentando me conscientizar disto. Mas quando penso que cada pequena coisinha impacta na formação daquele ser humano, realmente me amedronto. Sabe o que é ainda pior? Saber de tudo o que acontece aí fora que os molda, e não depende de nós. Vejam mais um exemplo:

Pai pede que filho não seja cuidado por enfermeiras negras em maternidade dos EUA

Provavelmente este bebê nunca saberá que isto aconteceu no seu nascimento. Mas com certeza crescerá em uma família que julga ao próximo pela cor, pela religião, pela sexualidade, pela diferença. E eu, com certeza, não quero que meu filho cresça sabendo que tamanho preconceito ainda existe pelo mundo. Mas ele crescerá. E tudo o que eu posso fazer é mostrá-lo que, na nossa casa, podemos errar muito querendo acertar. Mas que também acertaremos. E qualquer que seja o resultado, vamos nos respeitar, nos amar, e aprender. Porque, na verdade, somos todos iguais.