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quinta-feira, 11 de julho de 2013

BC - Suspeita e descoberta da minha gravidez

Primeiramente, mil desculpas pelo atraso em postar a Blogagem Coletiva. Além de eu ainda estar sem internet (torcendo loucamente para esse problema ser resolvido na semana que vem!) e depender do computador do marido - que tem que trabalhar, né pessoal? - eu ainda peguei uns resultados de exames de sangue hoje que me deixaram meio tristonha. Sabe sentimento de pior mãe do mundo? Medo de que meu amado Bento esteja sofrendo por displicência minha? Então, esse. Mas depois conto direitinho. Mas vamos lá que o que importa é a intenção e estou só alguns minutos atrasada, né mesmo? Fevereiro foi um mês lindo da minha vida. Desde o comecinho. Eu estava com aquele sentimento gostoso de que aquele era meu mês, o ciclo em que meu gergelim chegaria. Além de tudo, estávamos em meio a compra do apartamento novo, toda aquela expectativa que consegue nos distrair um pouquinho. Mas a gente nunca se distrai totalmente, né? E eis que, bem nesse mês, resolvi medir minha temperatura basal todos os dias - o que não significaria lá muita coisa, já que eu ainda não tinha uma base de comparação. Mas nem precisava, afinal. Eu sabia, eu sempre soube. Juro. Para vocês terem ideia, marquei no calendário, como sempre fazia, a data em que tive relação com o marido (no PF) e já fiz a anotação no mesmo dia: possível concepção. Era dia 17 de fevereiro. Aí já começou minha contagem regressiva. A cada manhã, quando eu pegava o termômetro para medir minha TB, o coração acelerava: tomara que não tenha caído, tomara, tomara! Que nada! Lá estava ela, alta, lindona, trazendo confirmação para a certeza que eu já trazia no meu coração. E dá-lhe pesquisar sintomas e tentar definir o dia que eu poderia fazer meu teste sem medo de um falso negativo. Só o Fertility Friend que não concordava comigo, como eu contei aqui e dizia que eu tinha ovulado no dia 23. Mas quer saber? Quem precisa de FF quando se tem tanto amor em um coração de mãe? E foi assim que eu resolvi fazer um teste no dia 28 de fevereiro, 11 dias depois da ovulação. Marido dizia que ainda era cedo, eu tinha medo de um falso negativo e mais ainda de um negativo verdadeiro, mas me joguei. Acordei cedo e aquele meu xixi despretensioso de cada dia se transformou na maior alegria da minha vida. Aquela segunda listrinha, tão fraquinha, que já revelava todo o amor, forte, intenso e maravilhoso. Foi ali que nosso bebê gergelim mostrou que chegou para arrebatar nossos corações para sempre. E semana que vem sou eu que escolho o tema. Eba! OBS.: Desculpem por ter saído esse bloco único horroroso de texto. Não sei porquê está dando este erro e não estou conseguindo consertar!

quinta-feira, 14 de março de 2013

A sombra e a luz

Acordo. São quase 8 horas da manhã do dia 28/02 e eu esfrego meus olhos e me espreguiço, assim, como quem não quer nada. Finjo que não percebo sua presença lá, não me lembro dos meus atos impensados (ou sobre-pensados) da noite anterior na farmácia e de todos os conselhos e palpites das minhas queridas aqui no blog. Mas é impossível.

Me levanto e sua presença em cima da pia é avassaladora. Chegou a hora de fazer o teste. Refaço as contas mentalmente. Faz só 11 dias que ovulei, apesar de já ser o 39º dia do ciclo, e provavelmente é muito cedo para saber. Mas eu sei, eu sei desde o dia em que ovulei, naquele 17 de fevereiro. Espero que o teste seja tão sensitivo quanto eu. Ou bastante sensível para me mostrar uma única listrinha com compaixão. Mas eu sei que compaixão e testes de farmácia negativos são mutuamente excludentes - e me encolho. O medo, aquele.

Mas chegou a hora. Sem mais delongas, como se aquele fosse só mais um xixi dos tantos que já fiz num palitinho, como se o resultado não pudesse mudar minha vida para sempre e em 5 minutos. Como se uma listrinha a mais ou a menos não fossem mais do que listrinhas rosa num teste xixado.

Fiz. Aguardo um pouco ao lado do teste, fingindo que não estou olhando. Vai que ele fica encabulado? Rapidamente, vejo a primeira listrinha aparecendo com força. Perco a coragem e volto para a cama, simulando um desinteresse despreocupado. Eu sei que é positivo, mas vai que é negativo? Não, não, é negativo. E se for um falso negativo? Afinal, ainda é muito cedo para saber. Não, não, é negativo. Mas eu tinha tanta certeza que era positivo. Quanto tempo já passou, será? Ah! Quer saber? Vou desencanar. Depois eu vejo o resultado. Mas passar do prazo pode invalidar o teste, não? Bom, vou lá só por desencargo, então. Eu já sei que é negativo - mas eu queria tanto um positivo!

Entro no banheiro. Logo vejo uma listra no canto esquerdo da área do resultado. Meu coração dispara, mas aí me lembro dessa pegadinha maldosa do teste. É um jogo de luz e não passa da sombra do próprio teste que simula um positivo. Já caí nesta antes. É, não foi desta vez.

Resolvo pegar o teste e me livrar da sombra. E aí vem a luz que me inunda, me cega, me guia. Ela está lá. Fraca, tímida, mas suficiente para me encher de brilho, de sorriso, de amor. Ele está aqui. Meu positivo. Meu bebê gergelim. Meu amor maior que a vida. Meu maior presente, naquele pedacinho de plástico, cheio de xixi, com duas listrinhas rosa.

Acho que assim é a maternidade: a controvérsia, a dúvida, o medo, o drama, a certeza e a incerteza ao mesmo tempo. Mas linda, muito linda. E cheia, cheinha de amor. ♥